

Sexta feira, 17 de dezembro de 2010.
Acordei, e relutando entre levantar e ir pra escola ou desistir e ficar em casa, resolvi pela primeira. Coloquei meu uniforme azul e branco pela última vez, entrei com ele pela última vez também naquele edifício que por tantos dias consecutivos eu entrei, mesmo contra a minha vontade. Tentei estudar, assisti aulas, o Carlos e o Bechara se juntaram e deram uma aula juntos sobre Drummond, declamando poemas juntos, foi eterno. Saí da escola com lágrimas no coração, no telefone com a Malu e combinando uma balada de noite, com o Tarek e o Nagumo. Pedi pra minha mãe pra ir no Hooters, dizendo que era despedida dos amigos e que iríamos tarde e voltaríamos tarde, assim conseguiria ir pra balada. Feito. Fui pra casa da Malu de noite, e o Tarek queria ir no Jockey ao invés de ir pra Royal. Tudo bem, eu até iria. Só que aí ele inventou de fazer esquenta na casa de um amigo dele, e lá fomos nós. Eu, Tarek, Bruno Poli (o amigo que conheci) e Malu. Fomos no mercado comprar bebida, e aquele Bruno é muito legal. Na casa dele conheci seu irmão, o Marco, super inteligente e bacana também. Aí começaram a chegar outros tantos convidados, que eu não conhecia. Um em especial, ficou me chamando de feia e de horrorosa. Tudo o que eu mais queria era bater nele, mas eu tinha que rir e fingir que achava aquilo engraçado. Demorou pra eu perceber que aquilo era brincadeira. Tinha também o Danilo, mais conhecido como Bola de fogo, já que ele pegou fogo certa vez na vida... haha! Enfim, a noite foi super agradável. Tínhamos que voltar cedo pra casa, e assim foi. O Tarek me trouxe com a Malu e o Felipe, e aí vem a melhor parte: paramos o trânsito duas vezes na Cônego pra fazer a Malu beijar o Tarek, sem sucesso. Na segunda vez o Fe tentou tirar a calça, aí o Tarek andou com o carro e ele ficou pra trás... foi tão engraçado! hahaha Quero mais dias como o de hoje, e meu coração já está em outra pessoa: o Felipe, que ficou me chamando de feia e me trouxe junto com o Tarek. E, detalhe: Alejandro querendo vir pra Guarulhos me sequestrar... mas eu estava acabada e com medo de fugir aqui, então miei... Beijinhos!

Terça, 14 de dezembro de 2010.
Esse computador novo me tira toda a atenção que eu poderia entregar aos livros. O Matheus da escola ficou de recuperação em história. Quando vi isso em seu twitter, fui no msn correndo e me ofereci para ajudá-lo. Isso foi o que me salvou. Me senti obrigada a sair do computador e começar a estudar. Comecei por Grécia. Finalmente entendi a disparidade de Esparta e Atenas. Queria poder contar mais sobre o meu dia. Mas não me lembro...
Segunda, 13 de dezembro de 2010.
Acordei, ainda em Santo André. Tentei estudar China comunista, mas meu sono ou preguiça não permitiram. Estávamos só eu e meu primo Rafael em casa, e ele quis voltar para a casa dele (apartamento do prédio ao lado). Na hora do almoço, me ligou pra almoçar lá. Meu tio começou a conversar comigo sobre carreiras e faculdades, e disse que conhece um pessoal de uma televisão em Bauru que poderia me dar estágio como jornalista. Me passou o e-mail deste pessoal e me deu dicas do que fazer, onde morar, aonde começar a trabalhar. Minha tia queria assistir Nárnia e me chamou, mas meu pai me ligou e disse que eu voltaria pra Guarulhos em cinco minutos. Fui pra casa arrumar minhas coisas e voltei para Guarulhos com meu tio Relson, que estava de passagem pela região do ABC e já me daria carona. Como meu padrasto não estava em casa e sim ainda na fazenda, teria que esperá-lo na casa do meu tio. Fui na academia Vinte Metros com a Ana Paula ver a Clarinha em sua aula de natação. A Kianne me liga dizendo que as notas de corte da Fuvest saíram. Com os meus acertos, eu passei. Acho que nunca senti uma satisfação tão grande como essa. Voltamos pra casa do meu tio, pegamos os computadores e já iniciamos a jornada virtual, enquanto conversávamos sobre twitter e afins. Minha prima já está uma adolescente. Linda e emo, mas está linda. O dia todo fiquei pensando em estudar, mas sem sucesso obviamente. Voltei pra casa tarde da noite. Fiquei furiosa ao ver que meu uniforme não estava lavado e que amanhã não poderei ir pra escola. Gritei, chorei, esbravejei e agora me deito para ir dormir, conversando na webcam com o Lucas Lopez. Beijinhos!
Domingo, 12 de dezembro de 2010
Hoje meu dia foi divertido. Minha madrasta me acorda com meus primos gritando em minha orelha: dia de churrasco. Levanto-me ao meio dia, depois de poucas horas de sono (passei a madrugada com a Malu no telefone). Começo a me arrumar, coloco finalmente meu vestido esvoaçante de Cinderela. O Felipe me liga (para minha surpresa), perguntando se estou em Santo André e me chamando para ir ao churrasco de família que ocorria na casa de sua avó. Achando muito estranho, concordei. Mas com ressalvas: também estava em um churrasco, e como participaria do dele, ele teria que participar do meu. Desci pro churrasco com meu computador novo, assistindo ao filme do Darwin (que não terminei de assistir ontem à noite). O Felipe chegou e ficamos conversando, fazendo apenas a conhecida media com a minha família. Depois de mais ou menos uma hora, subi com ele pra trocar de roupa, coloquei uma bermuda e uma pólo - na frente dele mesmo, impressionanete como já nos tornamos íntimos como irmãos depois de toda uma relação conturbada. Dissemos xau pra minha família, e fomos conversando até o churrasco dele. Ele estava desesperado. A mãe do Yve descobriu que ele usa maconha, achou algo no banheiro dele e logo descobriu que o Fe também estava nessa. Dei conselhos pra ele, falei pra ele que ele realmente corria o risco de seus pais ficarem sabendo - todos nós já participamos das loucuras da mãe do Yve, ela é parecidíssima com a minha, então posso me considerar perita no assunto. Chegamos no churrasco e fiquei muito envergonhada. Explicávamos que não éramos namorados, mas era em vão: todos acreditavam no contrário. A irmã do Fe e a cunhada me chamaram pra comprar sorvete, e no caminho ficaram perguntando se ainda estávamos juntos ou não. Meu Deus, que constrangedor! Depois das primeiras horas de vergonha, me enturmei com a família e já estava bem familiarizada quando olhei em meu relógio e vi seis horas. Então o Fe me trouxe de volta. Sem beijos. Só como amigos. Ou como os mais novos irmãos que nos tornamos. Aqui no prédio, fiz amizades com todos os meninos hoje. Só hoje, e meninos de 17, 14 e etc... nenhum mais velho hehe. Depois de muita risada e muita tubaína, decidimos ir na pizzaria da rua jantar. E aqui etou novamente, em casa, deitada na cama. Sem voltar para Guarulhos. Minha mãe vai me matar.
Sábado, 11 de dezembro de 2010
Finalmente dormi mais que duas horas. Ora penso no novo japonês que surgiu na minha vida (Bruno Nagumo, dono da Mokai), ora penso no antigo (Seiji, o famoso gordinho, nerd e baixinho pelo qual me apaixonei perdidamente nesse final de ano letivo). Respondi ao primeiro, entrando numa conversa momentânea: o que faríamos durante a noite, cada qual prometendo avisar o outro sobre algum plano que surgisse. Sem resposta, ele com certeza saiu sem querer minha companhia. Outro acontecimento novo: percebo uma ligação não atendida durante a manhã, de um número não gravado em meu celular. Pergunto, por mensagem, quem é. A resposta é dolorosa: Marcos. Outra mensagem esclarece-me do que se tratava a ligação: apenas queria me parabenizar pelos 18 anos feitos. Levanto-me preguiçosamente da cama, descendo para a cozinha e percebendo nenhuma presença humana em minha casa. Os docinhos e salgados de meu aniversário surpresa ainda estão conservados na geladeira. Minha fome matinal me permite devorá-los, gelados mesmo, sem companhia de bebida. O vício de tecnologia me obriga a ligar o computador. Conto a novidade da ligação surpresa do meu ex-namorado para os amigos mais chegados (Wictor, Carla, Malu, Kaoane e Ana). Mando uma mensagem para o Seiji, tentando fazer minha cabeça mudar o rumo para ele. Desejo boa sorte em seu vestibular, apelidando-o de gordo no final da mensagem. Mais tarde recebo uma resposta simpática, mas sem muita intimidade. Como sempre. Horas no telefone com a Malu, agora apaixonada pelo árabe Tarek, grande amigo do meu novo japonês. Dentre risadas e lembranças, tentamos dar um jeito de sairmos os quatro hoje à noite. Sem sucesso. No final do dia meu pai me busca para ir para Santo André. Meu consumismo exacerbado me faz comprar três blusas da Zoomp logo que chego em minha "segunda cidade". Chegando em casa, minha madrasta me entrega uma caixa dizendo que é meu presente. Abro e encontro uma lingerie vermelha. Muito feia. Não escondo minha decepção, mas meus pais, aos risos, me pedem para procurar pela casa meu real presente. Entre dicas de "está quente", "está frio" encontro uma caixa vermelha. Abro. Meus berros com certeza causaram curiosidade nos vizinhos do prédio. Ganhei um notebook. Vermelho! Busquei pizza, e me recolhi em meu quarto. Comecei a assistir ao filme Criação (aquele mesmo que conta a história do Darwin) no meu computador novo. Agora decidi fazer um diário. E aqui estou. Boa noite :)
Nossa, to com uma saudade da escola...
Saudade dos alunos, dos professores... Do Davi e da Úrsula principalmente.! ;p
Saudade das meninas, se bem que hoje vou ver elas né...
Ah, depois escrevo mais.
Beijo!